Os preços do ouro registaram uma ligeira subida no início da sessão de terça-feira, mas permanecem abaixo dos 5.200 dólares. Apesar da guerra em curso no Irão, que aumentou o risco geopolítico e desencadeou uma subida acentuada dos preços da energia, trazendo a inflação novamente para o centro das atenções, o metal de refúgio tem tido dificuldade em consolidar ganhos desde o início do conflito. O aumento dos preços da energia e o seu impacto inflacionista reduziram as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, fortalecendo o dólar norte-americano e pressionando em alta as yields das obrigações do Tesouro dos EUA, o que, por sua vez, tem penalizado o ouro. Ao mesmo tempo, as fortes perdas nos mercados acionistas também exerceram pressão sobre o metal precioso, já que muitos investidores foram obrigados a vender ouro para satisfazer requisitos de margem noutras posições. Esta semana, o apetite pelo risco regressou após declarações do Presidente dos Estados Unidos que apontam para a possibilidade de o conflito começar a diminuir de intensidade no curto prazo. Os fluxos de investimento para as ações, numa altura em que muitos investidores veem uma oportunidade para “comprar na queda”, têm limitado o potencial de valorização do metal precioso, que ainda assim beneficiou da perda de fôlego do dólar. Neste contexto, os traders de ouro estão a evitar assumir posições de grande dimensão, aguardando maior clareza tanto sobre os desenvolvimentos relacionados com a guerra no Irão como sobre importantes dados de inflação nos Estados Unidos, cuja divulgação está prevista para esta semana.
Ricardo Evangelista – ActivTrades

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