A cotação do índice do dólar norte-americano, que mede a força do dólar face a um cabaz de outras moedas principais, recuou ligeiramente, mas continua próxima do máximo de mais de um ano atingido na sessão anterior, numa altura em que os investidores aguardam a divulgação dos dados da inflação PCE. O PCE é o indicador de inflação preferido da Reserva Federal, e o consenso entre os analistas aponta para uma ligeira aceleração da leitura de maio face ao valor anterior. Desde meados de junho, o índice do dólar subiu mais de 2%, num movimento desencadeado pela última reunião da Reserva Federal. Apesar de o banco central ter mantido as taxas de juro inalteradas, a sua postura tornou-se mais hawkish, com o presidente Kevin Warsh a adotar um discurso centrado no controlo da inflação. Isso levou a um reforço das expectativas de novas subidas das taxas de juro, potencialmente já antes do final do verão. Neste contexto, os investidores continuarão atentos aos dados macroeconómicos dos Estados Unidos e à evolução das negociações de paz entre os EUA e o Irão. Qualquer novo agravamento do conflito poderá provocar uma nova subida dos preços do petróleo, alimentando receios inflacionistas e abrindo espaço para novas valorizações do dólar.
Ricardo Evangelista – ActivTrades

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